Quem sou eu

Minha foto
Astróloga e taróloga.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Personalidades aquarianas

Yoko Ono
18/02/1933 - 20:30h - Tokyo - Japão
Ascendente em Libra
Sol em Aquário
Lua em Sagitário

















Bob Marley
06/02/1945 - 02:30h - Saint Anns Bay - Jamaica
Ascendente em Sagitário
Sol em Aquário
Lua em Escorpião


















Charles Darwin
12/02/1809 - 03:00h - Shrewsbury - Inglaterra
Ascendente em Sagitário
Sol em Aquário
Lua em Capricórnio


















Thomas Edison
11/02/1847 - 01:30h - Milan/Ohio - USA
Ascendente em Escorpião
Sol em Aquário
Lua em Sagitário

Arcano 18 A Lua

No tarô egípcio este arcano é chamado “O crepúsculo”.
No tarô dos orixás,é Obá, a orixá das paixões, guerreira incompreendida; no tarô mitológico é representado por Hécate (antiga deusa do Submundo).

Significado: representa o perigo das ilusões, das fofocas; a energia da inveja e da energia negativa, confusão e desperdício.
Essa carta tem analogia com o signo de Aquário.

Saúde: insônia, pressão arterial, circulação do sangue, varizes, hemorróidas, enjôos, falta de energia física

Arcano 1 O Mago

Ele também é encontrado com o nome de “Prestidigitador” e de “Saltimbanco”. No tarô dos orixás ele é o “Babalorixá”. O Babalorixá é escolhido pela divindade por sua humildade e inteligência. São capazes de falar do passado, do presente e do futuro, algumas vezes.
Na versão do tarô que Salvador Dali fez ele colocou no mago a sua própria fisionomia. No tarô mitológico , o Mago é Hermes.

Significado: O mago representa o homem independente; o conhecimento que nos dá poder e que é disponível quando essa carta aparece. Rege grandes espaços, a intuição, a capacidade de inovação. É a carta número um e sempre que ela sair representa o início de uma fase nova, muito capaz de realizações que tendem ainda a inovar.
Essa carta tem analogia com o planeta Urano da astrologia.

Saúde: problemas hormonais, de sistema nervoso e doenças repentinas mas que a pessoa se adapta a elas. Também mostra que a pessoa tem intuição em relação a saúde.

Mito de Aquário: Ganímedes - O Aguadeiro

Na mitologia grega, Ganímedes era um príncipe de Tróia, por quem Zeus se apaixonou. Nas imediações de Tróia, o jovem cuidava dos rebanhos do pai, quando foi avistado por Zeus. Atordoado com a beleza do mortal, Zeus transformou-se em uma águia e raptou-o, possuindo-o em pleno vôo. Ganimedes foi levado ao Olimpo e, apesar do ódio de Hera, substituiu a deusa Hebe e passou a servir o néctar aos deuses, bebida que oferece a imortalidade, derramando, depois, os restos sobre a terra, servindo aos homens. Em homenagem ao belíssimo jovem, Zeus colocou-o na constelação de Aquário.

Mito de Urano

Urano era uma divindade da mitologia grega que personificava o céu. Foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) e casou-se com sua irmã. Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos.


A maioria dos gregos considerava Urano como um deus primordial (protogenos) e não lhe atribuía filiação. Cícero afirma, em De Natura Deorum ("Da Natureza dos Deuses"), que ele descendia dos antigos deuses Éter e Hemera, o Ar e o Dia.


Segundo o mito da criação do Olimpo, relatado por Hesíodo na Teogonia, Urano veio todas as noites cobrir a Terra (Gaia), mas ele odiava as crianças geradas.
Hesíodo refere, como descendentes de Urano, os Titãs, seis filhos e seis filhas, os Cem braços e os gigantes com um só olho, os Ciclopes.
Urano aprisionou os filhos mais novos de Gaia no Tártaro, nas entranhas da Terra, causando grande dor a Gaia. Ela forjou uma foice e pediu aos filhos para castrarem Urano. Apenas Cronus, o mais jovem dos Titãs, concordou. Ele emboscou seu pai, castrou-o e lançou os testículos cortados ao mar.
Do sangue derramado de Urano sobre a Terra nasceram os Gigantes, as três Erínias, as Melíades, e segundo alguns, os Telquines.
A partir dos testículos lançados ao mar nasceu Afrodite. Alguns dizem que a foice ensanguentada foi enterrada na terra e daí nasceu a fabulosa tribo dos Feácios.
Depois de Urano ter sido deposto, Cronus re-aprisionou os Hecatônquiros e os Ciclopes no Tártaro. Urano e Gaia profetizaram que Cronus, por sua vez, estava destinado a ser derrubado por seu próprio filho, e assim o Titã tentou evitar essa fatalidade devorando os seus filhos. Zeus, graças a artimanhas de sua mãe Reia, conseguiu evitar este destino.

Planeta Urano

Regente de Aquário
Representa: o impulso de liberdade, "divino descontente"
Palavra chave: o despertador
Arcano: 1 O Mago
Anatomia: sistema nervoso superior, eletricidade do corpo, tornozelos

Urano demora cerca de 84 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol e permanece aproximadamente sete anos em cada signo do Zodíaco.

Associações:
Urano se associa ao sistema circulatório, as mudanças físicas, às perversões e desvios sexuais; também é associado à paralisia, às caimbras musculares, às crises nervosas súbitas; e ainda, à ciência moderna, aeronáutica, rádio e televisão, viagens espaciais e também a ficção científica.

Em astronomia, Urano é o sétimo planeta a partir do Sol, e tem o terceiro maior raio planetário e quarta maior massa planetária do Sistema Solar. Foi nomeado em homenagem ao deus grego da antiguidade Urano, o pai de Cronos (Saturno) e o avô de Zeus (Júpiter).
‘’Sir’’ William Herschel anunciou sua descoberta em 13 de maio de 1781, expandindo as fronteiras do Sistema Solar pela primeira vez na história moderna. Urano foi também o primeiro planeta descoberto com um telescópio.
O planeta tem uma composição similar à de Netuno e ambos os planetas são de uma composição química diferente dos maiores gigantes gasosos Júpiter e Saturno. Como tal, os astrônomos algumas vezes os colocavam em uma categoria em separado, os "gigantes de gelo". A atmosfera do planeta, embora similar a Júpiter e Saturno, é, primariamente, composta de hidrogênio e hélio, contendo mais "gelos" tais como água, amônia e metano, junto com traços de hidrocarbonetos. É a mais fria atmosfera planetária no Sistema Solar, com um temperatura mínima de 49 K (–224 °C). Tem uma complexa estrutura de nuvens em camadas, com água que se acredita formar as nuvens mais baixas, e metano que se acredita formar as nuvens mais exteriores; ao contrário de seu interior que é formado principalmente de gelo e rochas.
Como os outros planetas gigantes, Urano tem um sistema de anéis, uma magnetosfera e vários satélites naturais. O sistema de Urano tem uma configuração única entre os outros planetas porque seu eixo de rotação é inclinado de lado, quase no plano de translação. Portanto, seus polos norte e sul estão quase onde os outros planetas têm os seus equadores. Isto significa que o planeta tem efetivamente, rotação retrógrada no equador durante o período de 10 horas e 48 minutos e que cada polo tem uma noite que dura cerca de 28 anos terrestres.
Visto da Terra, os anéis de Urano podem algumas vezes parecer circular o planeta como um alvo de arquearia e suas luas giram em torno dele como os ponteiros de um relógio, embora em 2007 e 2008 tenham aparecido anéis de lado. Em 1986, imagens da sonda Voyager 2 mostraram Urano como um planeta virtualmente sem características na luz visível sem as faixas de nuvens e tempestades associadas com outros planetas gigantes. Entretanto, observações terrestres tem mostrado sinais de mudanças sazonais e aumento da atividade do tempo recentemente quando Urano se aproximou de seu equinócio.

Aquário - 20 de janeiro a 19 de fevereiro

Elemento: ar
Qualidade: fixo
Energia: yang
Planeta Regente: Urano (co-regente Saturno)
Palavra chave: imaginação
Frase chave: eu sei
Anatomia: tornozelos
Arcano: 18 A LUA

Características Positivas: Humanismo, independência, amistoso, complacente, progressista, original, criativo, espírito reformador, fiel, leal, idealista, inclinação à atividade intelectual.

Características Negativas: Imprevisível, excêntrico, rebelde, contraditório, falta de tato, ideias fixas, perverso, inconstante, originalidade forçada.


Caráter: Amável, amistoso, bastante distante e com frequência imprevisível. A primeira impressão que uma pessoa de Aquário transmite é a amabilidade e, em geral costuma ter de fato um caráter amável. Mas a sensação de distanciamento também é importante. O aquariano estará disposto a ajudar os outros com rapidez, mas se manterá sempre pessoalmente desligado dos assuntos.
A independência pessoal é de fundamental importância para ele; é capaz de grandes sacrifícios para consegui-la e mantê-la. Em vista da sua imprevisibilidade, as pessoas mais convencionais se sentem incômodas perto dele, sobretudo porque a sua entrega "às causas nobres" - talvez movimentos pacifistas ou obras de caridade - lhes parecerá extravagante e até mesmo pouco compreensíveis. A atitude das pessoas não preocupa o Aquariano; dará de ombros a comentários e críticas. Terá sempre ideias originais, cujo aplicabilidade pode abranger desde alternativas novas para sua capacidade artísticas ou habilidades científicas, até a paixão pela originalidade a todo transe, o que pode levá-lo a cometer erros, entregar-se a atividades pseudo-artísticas ou a formas pouco ortodoxas de fugas da realidade.
Embora seja francamente favorável às mudanças, às reformas e ao avanço da condição humana, pode ser ao mesmo tempo muito obstinado de conceitos - moderno por fora, mas ancorado em suas opiniões - e não é facilmente persuadido a mudar.

Mente: Seu pensamento preciso e clínico vai frequentemente à frente do seu tempo e é inteligente, racional e intuitivo. Provavelmente também terá uma mentalidade aberta, embora, por vezes, o que se toma por liberalismo é apenas indiferença.
Sua mente é do tipo científico: enfrenta os problemas analiticamente.

Relação afetiva: Os casados necessitam conservar uma boa dose de independência, mesmo que haja crianças pequenas na família. Isto exigirá muita compreensão e tolerância por parte do(a) parceiro(a), pois não é aconselhável fazer com que o nativo se sinta preso. Tudo isso também não facilita a vida familiar, e talvez seja possível que os nativos deste signo se encontrem mais à vontade vivendo sozinhos, sentindo-se livres em todos os sentidos.

Profissão: Cientista, escritor, sociólogo, funcionário de entidade do tipo caritativo, astrólogo, astrônomo, arqueólogo, trabalhador industrial,radiólogo, inventor; militar do exército ou da aeronáutico, funcionário das Nações Unidas.
Para sentir-se contente em seu trabalho, deverá utilizar a inteligência, a originalidade e a iniciativa.A rotina o aborrece. Na melhor forma, o aquariano utilizará estas qualidades num trabalho humanitário. Dará o melhor de si, mesmo trabalhando para elevar o nível de vida de povos remotos.
Em vista do seu talento, tem grande capacidade de inventiva e tratá novos enfoques a qualquer tarefa que empreenda.
Tem uma forte tendência revolucionário, o problema é por em prática estas tendências.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As origens do tarô II

" Os magos e os ocultistas, que acreditavam na sabedoria oculta nas lendas antigas, achavam que o tarô era a chave-mestra para descerrar todos os mistérios. Contudo, o interesse no tarô como sistema mágico e compêndio simbólico só surgiu depois de 1773, quando Anthony Court de Gébelin publicou o penúltimo volume de sua obra Le Monde Primitif Analysée et Comparé avec le Monde Moderne.

Em 1781 Gébelin conheceu o tarô e, examinando as cartas, chegou à conclusão de que eram de origem egípcia. Com cerca de 3757 anos de idade, os arcanos ocultavam antigos conhecimentos e teriam sido levados à Europa pelos próprios egípcios. Ele achava que a palavra tarô provinha da língua egípcia: tar , significando caminho ou estrada, mais ro, rei ou real, daria tarô, ou seja, Caminho Real. Notando também a coincidência numérica entre os 22 arcanos e as 22 letras do alfabeto hebreu, tentou interpretá-los. Depois de estudar bem todos os arcanos, Gébelin declarou publicamente que o tarô era de origem egípcia e que tinha um significado arcano e hieroglífico.
A primeira pessoa a fazer uso dessa descoberta foi um cartomante que vendia amuletos mágicos, praticava a quiromancia, interpretava sonhos e fazia horóscopos. Chamava-se Aliette e dizia ser aluno do conde de Saint-Germain, mago e alquimista que teria mais de dois mil anos, seria o verdadeiro Judeu Errante e descobrira o Elixir da Vida.
Acrescentando idéias próprias aos seus conhecimentos da cabala, Alliette declarou que o tarô fora composto 171 anos após o Dilúvio, que, durante quatro anos, 17 magos haviam colaborado na sua produção e que Hermes Trismegisto concebera o plano do Livro de Thoth, escrito sobre folhas de ouro num templo localizado a três léguas de Mênfis, Egito. O grego Hermes Trismegisto (três vezes grande), considerado equivalente ao deus egípcio Thot, seria um antigo sábio, autor dos textos herméticos, fundador da alquimia e construtor das pirâmides.
Sob o pseudônimo Etteilla (seu nome escrito de trás para frente), Alliette escreveu diversos livros e desenhou baralhos para tirar a sorte, mostrando eventos futuros como viagens, inimigos, processos, etc. Também imprimiu baralhos de tarô, com um significado mais profundo, alegando que, após eliminar os erros cometidos por outros ao longo dos séculos, restaurara o verdadeiro e antigo simbolismo das cartas. Depois, modificou os desenhos dos arcanos e a ordem das cartas.
Por sua vez, Gébelin, a quem o arcano O Mago desagradava (pois representava a vida neste mundo como um perpétuo jogo de azar), sugeriu que o sistema egípcio ter-se-ia iniciado com números menores, terminando com os maiores, e colocava assim O Mago no fim da escala.
Eliphas Levi, pseudônimo de Alphonse Louis Constant, autor de Dogma e Ritual de Alta Magia, interessou-se pelo tarô em 1856. Primeira pessoa a colocar o tarô no esquema da cabala, Levi, rejeitando as idéias de Aliette, associou os arcanos às 22 letras do alfabeto hebreu, os 4 naipes ao tetragrama ( o grande nome de Deus escrito com 4 letras) e as cartas do número 10 ao ás aos 10 aspectos de Deus. Desde então, os ocultistas admitem a interligação do tarô com a cabala.
Embora, desde Levi, os ocultistas nunca mais tenham deixado de admitir a interdependência entre o tarô e a cabala, a verdade é que, além de um não se encaixar perfeitamente bem no outro, não existem provas dessa ligação. De qualquer maneira, deve-se a Levi o fato de o tarô ocupar lugar de relevo no ocultismo.
"O tarô", disse Levi, " é uma obra monumental, extraordinariamente forte. É simples como a arquitetura das pirâmides e resistente como elas- um livro que engloba todas as ciências e que, em virtude de suas infinitas combinações, pode resolver todos os problemas. Sem dúvida é uma das masi admiráveis obras legadas pela Antiguidade: a Chave Universal."
Na História da Magia, Levi diz que a base da ciência hieroglífica consistiria num alfabeto onde as letras representariam idéias, que seriam convertidas em números, que seriam, por sua vez, sinais perfeitos. E acreditava que esse alfabeto-o livro de Thot- estava contido no tarô, de origem egípcia, cujas cartas eram de origem judaica.
Levi achava que os martinistas e os rosa-cruzes haviam compreendido o significado do tarô, e que os humanistas da Renascença, os alquimistas medievais e o autor do Apocalipse (que tem vinte e dois capítulos) eram conhecedores do seus segredos. Para ele, a palavra tarô deriva-se do vocábulo rota, que em latim significa rosa ou círculo. Também associou-a a lábaro, um emblema do cristianismo primitivo.
Levi faleceu em 1875 sem escrever sequer um manual do tarô. Entretanto, um de seus alunos, Jean Baptiste Pitois, cujo pseudônimo era Paul Christian, inventou uma astrologia envolvendo o tarô. Pensando que encontrara provas da sua origem num livro de mistérios egípcios atribuídos a Iamblichus, um escritor neoplatonista do século IV, Christian descreve como um iniciado é conduzido por uma galeria com 22 quadros, 11 de cada lado, recebendo, durante a caminhada, instruções sobre seu significado.
Apesar de Christian acreditar que os 22 quadros eram os 22 arcanos do tarô, jamais se encontrou no Egito qualquer evidência que corroborasse essa hipótese.
As figuras das cartas de Court de Gébelin foram reproduzidas por Ely Star em 1887, no seu livro Les Mystéres de l'Horoscope. Ely, pseudônimo de Eugene Jacob, era um charlatão com pretensões de médico, casado com uma cartomante que vendia amuletos mágicos.
Dois anos mais tarde, um baralho corrigido, desenhado por Oswald Wirth, foi publicada numa edição limitada de cem cópias. os desenhos de Wirth forma os usados no livro O tarô dos Boêmios, de autoria de Papus, traduzido para o inglês em 1892 e que ainda se encontra a venda.
Oswald Wirth, nascido na Suíça, era maçom e membro da Sociedade Teosófica, fundada por Blavatsky; usava o magnetismo animal (o hipnotismo) para curar, e trabalhou com o Marquês Stanislau de Guaita, um mago que dizia conservar num armário um espírito que volatizava os venenos e os lançava no espaço junto com seu corpo. Escreveu comentários sobre os arcanos num livro intitulado Os Vendedores de Imagens da Idade Média, cujas ilustrações lembravam o impimatur de Wirth.
Guaita tinha um amigo chamado Gérard Encausse (1865-1916)- o famoso Papus-, médico clarividente, que deu grande impulso ao ocultismo. Interessando-se pela cabala, Papus publicou um livro sobre o assunto e, em 1889, um sobre o tarô, seguido de Le Tarot Divinatoire, em 1909. Em 1912, tornou-se presidente do grupo Martinista, ligando-se também a uma organização alemã que investigava a magia sexual.
Na Inglaterra, o ocultista Alesiter Crowley, que também estudava a magia do sexo, começou a se interessar pelo tarô. O assunto logo cativou uma parte do público inglês e, em 1888, Samuel Lidell Mathers, membro da Sociedade Rosa-cruz, publicou um livro sobre o jogo. Mais ou menos na mesma ocasião, a Ordem Hermética Golden Dawn foi fundada, com a participação de Mathers.
A Golden Dawn deu grande importância ao tarô. O que ela ensinou a seu respeito teve influência sobre praticamente todas as interpretações posteriores. Esses ensinamentos usavam as interpretações de Levi, modificando a associação que ele estabelecera entre os arcanos e o alfabeto hebreu. A ordem instituiu um sistema englobando a cabala, o tarô, a alquimia, a astrologia, a numerologia, as artes divinatórias e o ritual mágico, e começou a funcionar como uma universidade, dando diplomas aos que participavam das aulas e faziam os exames de praxe.
A.E. Waite (1857-1940) associou-se à Golden Dawn em 1891, quando redesenhou o baralho e escreveu uma introdução ao jogo, além de publicar diversas obras sobre cabala, alquimia, maçonaria e a sociedade rosa-cruz.
Num livro sobre o Santo Graal, Waite sugeriu que os quatro objetos sagrados- a taça, a lança , o prato e a espada- são semelhantes aos quatro naipes do tarô: as taças, os bastões, as moedas e as espadas. A autora inglesa Jessie L. Weston aceitou essa interpretação e incorporou-a em um de seus livros.
Jessie também acreditava que as lendas do Santo Graal ocultavam rituais e símbolos de um culto secreto que transformara o ritual da fertilidade em "uma iniciação dos segredos físicos e espirituais da vida". A lança e a taça representariam o sexo masculino e o feminino. Como as lendas sobre o Santo Graal estão associadas a tradições celtas, há quem sinta que os arcanos do tarô possam derivar-se das 22 letras do alfabeto celta.
Em 1903, Waite assumiu a direção do templo da Ordem, em Londres, reformando os rituais e dando-lhes um espírito mais cristão, pois era contrário à prática da magia. Em 1914, por falta de apoio, foi obrigado a fechar a sua versão da Golden Dawn.
Foi Waite que, em 1910, publicou The Pictorial Key to the Tarot, cujas ilustrações são de um baralho que ele mesmo redesenhou.
Aleister Crowley (1875-1947), que se juntou à Golden Dawn em 1898, acreditava ser a reencarnação de Eliphas levi. Quando, em 1914, escreveu um guia do tarô,com o subtítulo Um Curto Ensaio sobre o Tarô dos Egípcios, deixou-se influenciar pela escola de Levi. Publicou um baralho com novos desenhos, executados por Frieda Harris, repletos de simbolismos eróticos, denunciando a influência da magia sexual.
Na ocasião do falecimento de Crowley, o ocultista americano Paul Foster Case (1884-1954) publicou a obra The Tarot: a Key of Wisdom of the Ages. Dizendo ser o chefe da Golden dawn nos Estados Unidos e no Canadá, produziu mais um baralho redesenhado por Jessie Burns Parke. os modelos, embora com alguns detalhes diferentes, são parecidos com os de Waite.
Existem outros baralhos redesenhados pelo astrólogo Elbert Benjamine e por Manly Palmer Hall, o fundador da Sociedade de Pesquisas Filosóficas de Los Angeles. Ouspensky, o discípulo de Gurdjieff, fez um breve relato do tarô em seu livro A New Model of the Universe.
Infelizmente, o grande poeta Yeats (1865-1939) nada escreveu sobre o tarô. Quando a Golden Dawn rompeu-se em duas partes, ele assumiu a chefia do setor dissidente, atribuindo-se o título de Imperador. Durante esse tempo, fez experiências telepáticas, induzindo imagens nos pensamentos de outras pessoas. Acreditava que meditando sobre certos símbolos, poderia fazer contato com a Alma do Mundo (Anima Mundi), um reservatório de memórias, independente do dos encarnados.
O filósofo William James também era da opinião que certos indivíduos poderiam , em estado de transe, extrair informações desse reservatório. E C.G.Jung explicou o fenômeno com sua teoria sobre o inconsciente coletivo- e repositório dos arquétipos encontrados nas religiões, na mitologia, na filosofia, na ciência, no simbolismo, nos sonhos, nas visões e nas fantasias. Essa teoria de Jung teve marcante influências nas interpretações modernas do tarô.
Além dessas interpretações filosóficas , ocultas e herméticas, existe o lado curioso do tarô: o da propaganda política e social.
Durante certa época, era voz corrente que os naipes do tarô representavam as diferentes classes da sociedade- a aristocrática, o clero, os negociantes, e os trabalhadores- e que as cartas ensinavam a plebe como trabalhar eficazmente. O ensino tornou-se, então, uma função importante do baralho.
No século XVI, Murner desenhou um baralho destinado a transmitir ensinamentos sobre lógica e, no XVII, idealizaram-se baralhos para ensinar a ler e a difundir a história, a geografia, a gramática, a culinária, etc.
Na França, o famoso Cardeal Mazarin (1602-1661), que modelou os destinos daquele país, sugeriu que o jovem Luis XIV aprendesse história usando os arcanos.
Na Alemanha do século XVIII, fabricavam-se baralhos com desenhos mostrando animais , monstros legendários, cenas de óperas,etc."
Texto de Elsie Dubugras, retirado de uma revista Planeta especial sobre o tarô não sei de que ano (perdi a capa)

As casas astrológicas

As casas astrológicas são remanescentes de um conhecimento que só pode ser recuperado em termos lendários, míticos. São doze, como os meses do ano e, como os mesmos, representam um ciclo que se fecha, tanto em relação ao desenvolvimento humano como em relação à possibilidade de compreensão de uma maneira total de um agora vivido pelo indivíduo. Qualquer experiência vivida por um indivíduo pode ser localizada através das casas astrológicas ou ter ampliada a sua compreensão com os significados das casas.
Casa 1: Como a pessoa está naquele momento - seu corpo, seu jeito de ser, sua personalidade no sentido de "persona" (do grego, "máscara"), como a pessoa se coloca no mundo (jeito de vestir, sua aparência). É importante observar que se trata de uma máscara necessária, todo mundo tem que se colocar no mundo de alguma maneira visível. A carta colocada nessa casa descreve o comportamento da pessoa no mundo e com relação a si mesma (seu corpo, seu jeito de ser).
Casa 2: Casa dos ganhos (materiais, de conhecimento, espirituais); por essa casa podemos ver o fator alimentação da pessoa. É também a casa dos valores.
Casa 3: Casa da comunicação e expressão em termos gerais, das pequenas viagens, dos primeiros estudos, do estudo de línguas e/ou de assuntos que visam a instrumentalizar melhor uma pessoa; é a casa da locomoção da pessoa (carro e telefone é possível ver através dessa casa). É a casa do pensamento enquanto forma (da razão), diferenciado do conteúdo do pensamento (idéias), que é representado pela casa oposta (9a. casa). É também a casa que representa a relação com parentes mais próximos e irmãos (de maneira geral); é a casa que representa a capacidade da pessoa fazer conhecidos e do relacionamento com vizinhos.
Casa 4: Casa da relação com a casa, com a família e ambientes familiares. Casa da base emocional da pessoa, da aura. Nessa casa está representado o relacionamento com um dos pais da pessoa e como ela se relaciona com os outros numa convivência mais íntima. Casa que representa o fim e o começo de todas as coisas.
Casa 5: Casa do amor, do namoro, da maneira de amar da pessoa, do relacionamento com crianças, com diversões, com lazer e férias. É a casa da criatividade e do autoconhecimento.
Casa 6: Casa da rotina da pessoa, do emprego ou rotina de trabalho, da relação com empregados/subordinados, da saúde (doenças e tratamentos). Por essa casa podemos ver a capacidade de disciplina de uma pessoa.
Casa 7: Casa do relacionamento com o outro de maneira geral, das associações, do casamento, das questões legais. A carta colocada nessa casa indica simbolicamente como estão nossos relacionamentos, como está um sócio ou cônjuge, e também como nos relacionamos com ele.
Casa 8: Casa da relação com a morte, com as transformações; casa dos gastos, dos ganhos inesperados. Uma das casas da relação da pessoa com a espiritualidade e de vida interior da pessoa: é a casa da relação com a magia, do poder espiritual (a capacidade de captar energia do ambiente e de colocar energia no ambiente), do sexo. Pela carta colocada nessa casa podemos ver o poder de influenciar e/ou de receber influências de outras pessoas internamente.
Casa 9: Casa das idéias, da religião, do pensamento político da pessoa, dos estudos superiores, das grandes viagens, do relacionamento com estrangeiros e com o estrangeiro.
Casa 10: Casa da vida profissional da pessoa:diferente do trabalho simplesmente, é a definição em termos de objetivos daquilo a que se destina o trabalho, do lugar que a pessoa ocupa e quer ocupar socialmente. É a casa da relação com autoridades e com o poder de uma maneira geral.
Casa 11: Casa dos amigos, dos desejos e, às vezes, indicativo do próprio futuro da pessoa que consulta o tarô. É uma casa que também indica o relacionamento da pessoa com os ambientes sociais e nela estão representados, (de uma maneira geral), médicos, advogados, terapeutas, clientes, fregueses, público, etc. (outras categorias análogas).
Casa 12: Casa da "verdadeira" espiritualidade (a 'semente' de energia) e das provas de iniciação mais íntimas, que a pessoa tem que enfrentar para caminhar num sentido evolutivo. Casa da solidão da pessoa e do relacionamento que a pessoa tem com ela. Sonhos fortes aparecem nessa casa e na oitava também, assim como a vida interna de quem consulta o tarô. É a casa do sentimento da pessoa em relação à humanidade. É casa da fé, da relação com Deus e com o inconsciente.

As origens do tarô I

Apesar das inúmeras pesquisas que as escolas e sociedades secretas têm realizado através dos séculos, o verdadeiro significado do tarô permanece envolto em mistério. Ainda hoje, pouco de positivo se pode afirmar sobre os primórdios do jogo,em virtude da multitplicidade de versões existentes acerca do seu país de origem, bem como da associação primitiva entre os arcanos maiores e menores.
Segundo alguns historiadores, o tarô começou a se tornar conhecido na Europa em fins do século XIV, mas precisamente entre os anos 1370 e 1380. Esta suposição baseia-se principalmente na narrativa de Frei João, um monge suíço que, em 1377, fala de um jogo de cartas o qual, entre outras coisas, indica, pelas suas figuras, o atual estado do mundo. No entanto, como o monge descreve um baralho com 52 cartas e quatro naipes, em tudo semelhante ao jogo moderno e não ao tarô, a incerteza continua.
Existe ainda outro registro, datado de 1392, que menciona uma encomenda de três baralhos, pintados e ornamentados, ao artista Jacquemin Gringonneur, por ordem do rei Carlos VI. Por muito tempo se pensou que as 17 cartas de tarô existentes na Biblioteca Nacional de Paris fizessem parte desse baralho. Agora, contudo, os especialistas refutam essa idéia, presumindo que as cartas sejam de origem italiana, confeccionadas em 1470. Com isso, desmente-se a afirmação do padre Menestrier, feita em 1704, de que Gringonneur inventara o tarô em 1392 para distrair o rei Carlos VI durante seus ataques de loucura.
Também não é muito provável que as cartas tenham sido confeccionadas na França antes de 1369, pois um decreto francês daquela data, proibindo os jogos de azar, não faz menção às cartas comuns ou a jogos semelhantes ao tarô. Assim, pode-se deduzir que o baralho tenha mesmo aparecido na Europa entre 1370 e 1380.
De acordo com uma das versões mais plausíveis, o tarô procede do norte da Itália, do vale do rio Taro, afluente do rio Pó, do qual teria se derivado seu nome. Talvez seja mera coincidência, mas, de fato, na Itália o jogo é conhecido como tarocchi e, além disso, o baralho moderno descende do tarô veneziano ou piemontês, composto por vinte e dois arcanos, semelhante ao francês conhecido como Tarô de Marselha. Este último, que conta com 78 cartas, incluindo os 22 arcanos, tornou-se um tipo padrão, embora os desenhos, os nomes e a ordem dos arcanos tenham sido várias vezes alterados. Na Sicília do século XVII, por exemplo, a Grã-Sacerdotisa, o Diabo e o Julgamento forma substituídos por cartas mostrando um Mendigo (Povertá ou Miséria), uma figura feminina (Constância) e por outras, intituladas Navio e Júpiter.
Existem escolas iniciáticas que atribuem a origem do tarô ao Egito. O livro 'As grandes iniciações segundo os arcanos menores do tarô', traduzido para o português por Martha Pécher, diz textualmente que "segundo a Tradição, quando os sacerdotes egípcios, herdeiros da sabedoria atlântida, eram ainda guardiães dos mistérios sagrados, o grande hierofante convocou ao templo todos os sábios sacerdotes do Egito para que, juntos, pudessem achar um meio de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, permitindo, assim, seu uso às gerações de um futuro distante. (...)O grandioso sistema simbólico da sabedoria esotérica- o tarô- foi dado à humanidade sob a forma de um baralho de 78 cartas que, desde milhares de anos, servem para satisfazer a curiosidade humana a respeito de seu futuro ou para se distrair e matar o tempo jogando. Nessas cartas os sábios egípcios encerraram toda a sabedoria que tinham herdado, todos os conhecimentos que possuíam, toda a verdade que lhes era acessível a respeito de Deus, do universo e do homem.
Walter B. Gibson e Litzka R. Gibson, autores de Psychic Sciences, dizem que, apesar das suas origens serem desconhecidas, algumas autoridades alegam que o tarô evoluiu dos divining sticks, pauzinhos usados para as adivinhações dos chineses, enquanto outros concordam com os defensores da teoria egípcia, segundo a qual teria ele sido adaptado das páginas do legendário Livro de Thoth. Para esta corrente, o tarô chegou à Europa durante o século XIV, trazido pelos ciganos que, vindos da Índia, passaram pela Pérsia onde um baralho ilustrado- conhecido pelo nome de atouts- estava em moda. Os ciganos, tentando conseguir status na Europa, falavam que sua pátria era o Pequeno Egito. Não seria, portanto, de se admirar se as cartas persas tivessem sido propositadamente atribuídas ao Egito.
Hipóteses à parte, a verdade é que os indícios sobre a existência do tarô só podem ser obtidos através das notícias surgidas ao longo do tempo, as quais estabelecem as datas e os lugares onde ficou conhecido.
Pesquisando essas antigas notícias, vemos que durante os séculos XIV ou XV havia certa discriminação quanto ao jogo de cartas, especialmente depois que Bernardino de Siena, um monge franciscando, declarou que as cartas haviam sido inventadas por Satanás. Mais tarde, tanto os padres católicos como os ministros protestantes atacaram todos os jogos de cartas, declarando que os homens se distraíam quando deveriam estar cuidando da salvação de suas almas. Alegavam, igualmente, que o jogo induzia os homens à bebida, a usar linguagem profana e a cometer outros pecados. As artes divinatórias também eram duramente criticadas, pois sugeriam a existência de mecanismos psíquicos contrários ao dogma de que a providência divina planeja tudo o que vai ocorrer. Um frade chegou a comparar os arcanos aos degraus que conduzem aos homens ao inferno.
Na Inglaterra, as cartas eram condenadas não só pelo clero, mas também por leigos de mentalidade puritana. Um desses foi John Northbrooke, que em 1570 afirmou que as cartas haviam sido criadas por Satanás para introduzir a idolatria entre os homens. Com essa declaração, ele antecipou uma teoria moderna, de acordo com a qual elas são os repositórios de uma antiga sabedoria pagã, pois os reis, os valetes e as rainhas encobrem antigas imagens de ídolos e falsos deuses. Por sua vez, o fundador da Igreja Metodista da Inglaterra, John Wesley (1703-1791), denunciou as cartas como sendo "os livros do Diabo".
Mas nem todos os homens tinham sentimentos tão negativos com relação ao tarô. Os humanistas (século XVI), por exemplo, consideravam que as lendas surgidas na Antiguidade continham verdades sublimes e que o seu cerne fora propositadamente encoberto, pois a sabedoria lá contida destinava-se unicamente aos iniciados assim sendo, reconciliaram o tarô às antigas tradições.
Esse grupo também se interessou pela astrologia e pela magia, e sues membros recomendavam o uso das imagens dos arcanos para a meditação, a fim de atrair as influências planetárias benéficas. Recomendavam ainda esse tratamento de imagens mágicas para aliviar o cansaço mental causado por estudos prolongados e intensivos. É interessante lembrar que o herege Giordano Bruno, queimado vivo por Roma em 1600, também recomendava esse tratamento. Hoje em dia, tais meditações seriam consideradas benéficas e não levariam ninguém à fogueira...
O interesse que os humanistas mostravam pela arte de memorizar e pela classificação das idéias fez surgir outra hipótese: a de que os arcanos do tarô apareceram na Renascença e que suas figuras eram usadas como artifícios mnemônicos.
O pioneiro do método mnemônico foi o filósofo espanhol Raymon Lull, morto em 1315 pelos muçulmanos quando tentava convertê-los ao cristianismo. Lull sofrera a influência dos cabalistas judeus, que recomendavam meditar sobre as letras, suas combinações e permutações; em seus livros, usava letras e diagramas para representar as idéias e as associações entre elas, e empregava também o sistema de degraus para mostrar que o mundo está disposto numa hierarquia descendente e ascendente: Deus no ponto mais elevado e os anjos, as estrelas, os homens, os animais, as plantas, etc., em lugares inferiores. Agrupando os conhecimentos de uma forma clara e precisa ele esperava levar tanto os judeus como so muçulmanos a reconhecer as verdades inerentes ao cristianismo."
Texto retirado de uma revista planeta especial sobre tarô mais antiga (perdi a capa); texto de Elsie Dubugras.